segunda-feira, janeiro 11, 2010

As paredes à volta(...)


já se cansam de estarem manchadas, todos vêem mas não querem falar nada. O silêncio que se segue ganha o infinito por companhia, se tudo acabasse agora eu não me surpreenderia. Quem dera pudesse voar sobre as nuvens, ao invés de fugir para o fundo das águas. Quem dera as estrelas me contassem que as árvores lutam com suas próprias espadas. Se fosse assim, não seria preciso ter um fim. Se fosse assim, o ar teria sua pureza. Nossa convivência, sua sutileza, talvez até com a nobreza. Mas as folhas caem dos galhos, e o mundo se corta em retalhos. Mas os raios que partem o azul do céu, o sujam com sangue. Dividem-se em grupos, ou até gangues. A luz está acabando, talvez o túnel continue escuro. Onde ela se encontrava, agora é só um furo. Conte os rasgos nos asfaltos, a sua segurança se torna assaltos. Conte as gotas do oceano, a sua proteção é fina como pano. A cura nos traz apenas o que é capaz, se sucumbir a doença será fugaz. O que se tornou milagre agora, é encontrar a paz.

beigos no sël corassöa e min liag do oreliaö q

1 comeram muffins:

rubi ml disse...

oi, Adorei seu blog, Muito fofo

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